Morte Coletiva
Muitas vezes nos deparamos com situações trágicas onde grupos de pessoas desencarnam.
Vimos isso ocorrer na tragédia da Boate Kiss, nos atentados de 11 de Setembro, em outros acidentes aéreos, incêndio no Edifício Joelma, Andraus e tantas outras tragédias .
Abalando a todos.
Deixando a todos com a mesma questão.
Porque?
O espiritualismo se nos esclarece esta dúvida e tantas outras.
Segundo a espiritualidade nesses casos houve um resgate coletivo.
O livro O Consolador psicografado pelo médium Chico Xavier nos diz:
"Como se processa a provação coletiva?
Na provação coletiva verifica-se a convocação dos Espíritos encarnados, participantes do mesmo débito, com referência ao passado delituoso e obscuro.
O mecanismo da justiça, nas leis das compensações, funciona então espontaneamente, através do preposto de Cristo, que convocam os comparsas na divida no pretérito para os resgates em comum, razão por que, muitas vezes, intitulais "doloroso acaso" às circunstâncias reúnem as criaturas mais díspares no mesmo acidente, que lhes ocasiona a morte do corpo físico ou as mais variadas mutilações, no quadro dos seus compromissos individuais"
Em outras palavras:
Todos numa vida passada tiveram algum elo seja de fraternal ou parental, ou não, reencontrando-se apenas no dia fatídico e todos cometeram atos semelhantes na existência pretérita.
E em conjunto na existência passada descumpriram a lei divina deixando um débito a ser quitado.
Todos tinham de estar na mesma hora, local para pagar, sanar este débito pretérito.
Uma espécie de reajuste, acerto de contas com Deus a espiritualidade.
Leon Denis nos diz no livro - O Problema do ser do Destino e da dor - primeira parte:
"Pergunta-se às vezes o que se deve pensar das mortes prematuras, das mortes acidentais, das catástrofes que, de um golpe, destroem numerosas existências humanas. Como conciliar esses fatos com a ideia de plano, de providência, de harmonia universal?
As existências interrompidas prematuramente por causa de acidentes chegaram ao seu termo previsto. São em geral, complementares de existências anteriores, truncadas por causa de abusos ou excessos. Quando, em conseqüências de hábitos desregrados, se gastaram os recursos vitais antes da hora marcada pela natureza. Tem-se de voltar a perfazer, numa existência mais curta, o lapso de tempo que a existência precedente devia ter normalmente preenchido. Sucede que os seres humanos, que devem dar essa reparação, se reúnem num ponto pela força do destino, para sofrerem, numa morte trágica, as conseqüências de atos que têm relação com o passado anterior ao nascimento. Daí, as mortes coletivas, as catástrofes que lançam no mundo um aviso. Aqueles que assim partem, acabaram o tempo que tinham de viver e vão preparar-se para existências melhores."
Divaldo Franco nos diz com muita propriedade:
"As mortes coletivas acontecem por fenômenos cármicos, decorrência natural da lei de
causalidade. Aqueles que coletivamente feriram, magoaram, agrediram, desrespeitaram, as eis de uma ou de outra forma, encontram-se nas sucessivas jornadas da reencarnação
para coletivamente resgatarem os crimes perpetuados.
"Ou seja, todos de um determinado grupo ou não tem suas provas e expiações a serem
pagas.
Não adianta, é a Lei Divina.
Deus permite que isso aconteça, não por Ele ser vingativo. Nada disso.
Tudo coopera para o bem.
Calamidades, tragédias são necessárias para nosso próprio bem, para nosso
adiantamento, para nosso crescimento moral, psicológico e espiritual.
Essas pessoas tiveram que partir de forma coletiva para o seu próprio bem, para o seu
adiantamento moral e espiritual.
Todos os dias uma equipe médica e socorrista é prepara para receber a todos os que
partem seja de forma coletiva ou individual.
Divaldo Franco ainda nos esclarece:
"Aqueles que individualmente se acham renovados pelo processo da renovação moral,
aqueles que conseguiram romper as amarras do grupo, pelo Bem que fizeram,
naturalmente minimizaram as conseqüências do Mal que realizaram, e muitas vezes são
poupados, estão excluídos do débito coletivo pelo Bem que individualmente fizeram.
Muitas vezes, num acidente aéreo, uma pessoa escapa; outro chega ao balcão do
aeroporto e acaba de perder o vôo. Mas aquele “perder” de um voo foi o “ganhar” da
existência planetária; num acidente alguém consegue sobreviver"
Ou seja a morte nada mais é que a libertação do nosso verdadeiro eu, a libertação de um
cativeiro.
A morte é o retorno da criatura a seu criador.
Não existe fatalidade, não existe azar.
Allan Kardec no Livro do Espíritos nos esclarece com mais profundidade ainda a essa
questão - A Morte Coletiva Porque?
"Fatalidade
851. Haverá fatalidade nos acontecimentos da vida, conforme o sentido
que se
dá a este vocábulo? Quer dizer: todos os acontecimentos são
predeterminados? E, neste
caso, que vem a ser do livre-arbítrio?
“A fatalidade existe unicamente pela escolha que o
Espírito fez, ao
encarnar, desta ou daquela prova para sofrer. Escolhendo-a, instituiu
para si
uma espécie de destino, que é a consequência mesma
da posição em que vem a achar-se colocado. Falo das provas físicas,
pois, pelo que toca às provas morais e às tentações, o Espírito,
conservando o livre-arbítrio quanto ao bem e ao mal, é sempre
senhor de ceder ou de resistir. Ao vê-lo fraquear, um bom Espírito
pode vir-lhe em auxílio, mas não pode influir sobre ele de maneira
a dominar-lhe a vontade. Um Espírito mau, isto é, inferior,
mostrando-lhe, exagerando aos seus olhos um perigo físico, o poderá
abalar e amedrontar. Nem por isso, entretanto, a vontade do
Espírito encarnado deixa de se conservar livre de quaisquer peias.”
852. Há pessoas que parecem perseguidas por uma fatalidade, independente
da maneira por que procedem. Não lhes estará no destino o
infortúnio?
“São, talvez, provas que lhes caiba sofrer e que elas escolheram.
Porém, ainda aqui lançais à conta do destino o que as mais das
vezes é apenas consequência de vossas próprias faltas. Trata de ter
pura a consciência em meio dos males que te afligem e já bastante
consolado te sentirás.”
As ideias exatas ou falsas que fazemos das coisas nos levam a ser bem ou
malsucedidos, de acordo com o nosso caráter e a nossa posição social.
Achamos mais simples e menos humilhante para o nosso amor-próprio
atribuir antes à sorte ou ao destino os insucessos que experimentamos, do
que à nossa própria falta. É certo que para isso contribui algumas vezes a
influência dos Espíritos, mas também o é que podemos sempre forrar-nos
a essa influência, repelindo as ideias que eles nos sugerem, quando más.
853. Algumas pessoas só escapam de um perigo mortal para cair em outro.
Parece que não podiam escapar da morte. Não há nisso fatalidade?
“Fatal, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte
o é. Chegado esse momento, de uma forma ou doutra, a ele não
podeis furtar-vos.”
a) Assim, qualquer que seja o perigo que nos ameace, se a hora da
morte ainda não chegou, não morreremos?
“Não; não perecerás e tens disso milhares de exemplos. Quando,
porém, soe a hora da tua partida, nada poderá impedir que partas.
Deus sabe de antemão de que gênero será a morte do homem
e muitas vezes seu Espírito também o sabe, por lhe ter sido isso
revelado, quando escolheu tal ou qual existência.”
854. Do fato de ser infalível a hora da morte, poder-se-á deduzir que sejam
inúteis as precauções que tomemos para evitá-la?
“Não, visto que as precauções que tomais vos são sugeridas com
o fito de evitardes a morte que vos ameaça. São um dos meios
empregados para que ela não se dê.”
855. Com que fim nos faz a Providência correr perigos que nenhuma consequência
devem ter?
“O fato de ser a tua vida posta em perigo constitui um aviso que
tu mesmo desejaste, a fim de te desviares do mal e te tornares
melhor. Se escapas desse perigo, quando ainda sob a impressão
do risco que correste, cogitas, mais ou menos seriamente, de te
melhorares, conforme seja mais ou menos forte sobre ti a influência
dos Espíritos bons. Sobrevindo o mau Espírito (digo mau,
subentendendo o mal que ainda existe nele), entras a pensar que
do mesmo modo escaparás a outros perigos e deixas que de novo
tuas paixões se desencadeiem. Por meio dos perigos que correis, Deus vos lembra a vossa fraqueza e a fragilidade da vossa existência.
Se examinardes a causa e a natureza do perigo, verificareis
que, quase sempre, suas consequências teriam sido a punição de
uma falta cometida ou da negligência no cumprimento de um dever.
Deus, por essa forma, exorta o Espírito a cair em si e a se
emendar.” (526 a 532)
856. Sabe o Espírito antecipadamente de que gênero será sua morte?
“Sabe que o gênero de vida que escolheu o expõe mais a morrer desta
do que daquela maneira. Sabe igualmente quais as lutas que terá
de sustentar para evitá-lo e que, se Deus o permitir, não sucumbirá.”
857. Há homens que afrontam os perigos dos combates, persuadidos, de
certo modo, de que a hora não lhes chegou. Haverá algum fundamento
para essa confiança?
“Muito amiúde tem o homem o pressentimento do seu fim,
como pode ter o de que ainda não morrerá. Esse pressentimento
lhe vem dos Espíritos seus protetores, que assim o advertem
para que esteja pronto a partir, ou lhe fortalecem a coragem nos
momentos em que mais dela necessita. Pode vir-lhe também da
intuição que tem da existência que escolheu, ou da missão que
aceitou e que sabe ter que cumprir.” (411 a 522)
858. Por que razão os que pressentem a morte a temem geralmente menos
do que os outros?
“Quem teme a morte é o homem, não o Espírito. Aquele que a
pressente pensa mais como Espírito do que como homem. Compreende
ser ela a sua libertação e espera-a.”
859. Com todos os acidentes, que nos sobrevêm no curso da vida, se dá o mesmo
que com a morte, que não pode ser evitada, quando tem de ocorrer?
“São de ordinário coisas muito insignificantes, de sorte que vos
podemos prevenir deles e fazer que os eviteis algumas vezes, dirigindo
o vosso pensamento, pois nos desagradam os sofrimentos
materiais. Isso, porém, nenhuma importância tem na vida que
escolhestes. A fatalidade, verdadeiramente, só existe quanto ao
momento em que deveis aparecer e desaparecer deste mundo.”
Parte Terceira – Capítulo X
380
a) Haverá fatos que forçosamente devam dar-se e que os Espíritos não
possam conjurar, embora o queiram?
“Há, mas que tu viste e pressentiste quando, no estado de Espírito, fizeste a tua escolha. Não creias, entretanto, que tudo o que
sucede esteja escrito, como costumam dizer. Um acontecimento
qualquer pode ser a consequência de um ato que praticaste por
tua livre vontade, de tal sorte que, se não o houvesses praticado,
o acontecimento não se teria dado. Imagina que queimas o dedo.
Isso nada mais é senão resultado da tua imprudência e efeito da
matéria. Só as grandes dores, os fatos importantes e capazes de
influir no moral, Deus os prevê, porque são úteis à tua depuração
e à tua instrução.”
Em resumo ninguém a de escapar do destino que lhes fora traçado ainda no plano espiritual.
Todos nós crentes ou não - não sabemos o que nos foi preparado.
Quando vai ser nem se vai ser coletivo ou não.
Só parte-se antes do tempo no suicídio, não nessas tragédias.
Irmão e irmã Deus é tão misericordioso que antes dessas partidas Ele pré seleciona uma verdadeira equipe médica.
Nossos irmãos que partiram estão bem, alguns por estarem demasiadamente revoltado, assustado são postos para dormir.
Por meio de anestesia e lá recebem todo socorro necessário.
E aos poucos são doutrinados, esclarecidos quanto a nova existência.
Podem demorar para aceitar sua nova condição o que é natural que ocorra pois alguns partem no auge de sua juventude. Mas uma hora irão aceitar.
É aí que nosso auxílio é importante.
Como?
Não demonstrar desespero.
O desespero piora a situação deles, principalmente dos que ainda não aceitaram sua nova condição. Dificultando tanto o auxílio da espiritualidade como o próprio adiantamento espiritual do ou dos envolvidos.
Devemos sim, nos irmanar todos em oração pelos que ficam, parentes e amigos e também pelos que partiram.
Enviando a todos os envolvidos seja de forma direta ou indireta uma vibração positiva de amor, misericórdia e perdão.
Pedir sabedoria, força e paciência aos que ficaram.
E luz, paz e entendimento para os que partiram.
Sem dor, sem revolta contra Deus e/ou as circunstâncias que custaram a vida dos nossos amados . Com lágrimas nos olhos e nó na garganta sim.
Mas na certeza que Deus Pai de Misericórdia já os acolheu.
Seguir nossas vidas na certeza que no momento certo iremos nos encontrar com todos os nossos parentes e amigos que partiram antes de nós.
Comentários
Postar um comentário